sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Senta que lá vem a história...

Lá estava eu no Vermelim [meu golzim], sossegado voltando para casa... vejo um cara todo arrumado, camisa pra dentro. Caminhando e falando sozinho, falava e caminhava...

“Diambéisso! Olha só aquele maluco andando e falando sozinho! É dodói esse aí!”. Pensei.

Depois de um tempo começou a tocar uma música frenética do Punk Larry Peregrino no som do peregrinomóvel e segui guiando o carro e sacudindo o esqueleto. Mexia a cabeça, fazia uns breaks com os braços, fazia até a paradinha quando a música parava. Sincronizado tu acredita?

Quem tivesse olhando pra mim naquele exato momento, deve ter pensado:

“Diambéisso! Olha só aquele maluco dançando e dirigindo o carro!”.

E daí peregrino?

Interprete essa historia como quiser... mas te digo uma pra ficar matutando...
A loucura ta nos olhos de quem vê.
O que pode ser loucura pra ele, pode não ser loucura pra você. E vice versa.
Anota aí e simbora!


Escreva aí: Ojuara, que é Araújo ao contrário.

Araújo segue tranqüilamente dançando um arrastapé com uma cumade, quando ela, sente algo lhe cutucando lááá pras bandas de baixo. Ela se assusta e recua um pouco.
Então Araújo solta a pérola: “Se preocupa não, tá durim mas num tem osso!”
Tive uma crise de riso. Voltei pra ver essa cena de novo.

Essa é uma das falas do filme “O homem que desafiou o diabo”, que é cheio de ditos populares. O texto é divertido e safado. Típicos do nordeste. Me amarrei nas falas do filme.
O filme foi dirigido por Moacyr Góes. E diga-se de passagem, é o melhor que ele já vez. [mas ainda dá pra melhorar]. A evolução do diretor é visível nesse longa. [seus anteriores não decolaram: infantis de Xuxa, dramas como ‘Dom’, ele tem errado bastante, mas agora deu uma dentro.]
O elenco ta foooda. Muito bom, o filme é recheado de personagens interessantes. Ojuara (Marcos Palmeiras) destemido, aventureiro, sem destino. O cabra macho do sertão. Valente que só ele. Tem também a ‘Genifer’ (Fernanda Paes Leme), que faz uma graciosa prostituta, outra participação é de Mãe de Pantanha (Flávia Alessandra), capaz de realizar qualquer desejo, mas a um certo preço. Agora eu queria uma atenção especial aqui para o Diabo, chamado de cão miúdo no filme. O coisa ruim é interpretado pelo talento de Helder Vasconcelos (seguinte, o cara rouba as cenas quando aparece) Pra mim, vai ser a grande revelação do cinema para 2008. Essa foi sua estréia no cinema. E digo mais, uma puta estréia. [Prestenção nos movimentos corporais do cão miúdo, a ginga, ficou muito bom à maneira que ele desenrolou de interpretar o personagem] Ponto forte do filme.
Achei a produção legal. Também ninguém menos que Luiz Carlos Barreto, ele caracteriza bem os cenários, o povo do nordeste, figurinos bem elaborados.
É só deixar passar batido o castelo da Mãe de Pantanha (Flávia Alessandra) e o enfeite de carnaval na cabeça dela que fica tuuudo em paz.

O filme conta também com as participações [que é uma comédia quando aparecem] dos valentões Zé Tabacão (o cantor pernambucano e marido de Alessandra Negrini, Otto Ferreira) e o Zé Pretinho (Leandro Firmino, o Zé pequeno de Cidade de Deus).
A trilha fica com Gilberto Gil.
Agora é só se deliciar com as pelejas de Ojuara e o cão miúdo.
Danôsse!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Tem horas que a gente só pode respirar fundo e dizer: FUDEU!


Mandando Cenouras?

No filme Smith (Clive Owen), assume a missão de proteger a vida de um recém nascido. Ele mesmo faz o parto da criança em meio a um tiroteio e todos querem o tal bebê morto. A questão é : por que?
O fooda é que o cara peregrina por aí com um casaco cheio de cenouras, e mais, ele manda dois dos capangas pra conversar com Nosso Senhor, com golpes usando as ce-nou-ras! (que merda!)
É muita bala durante o filme... posso até falar que o filme começa com tiroteio e termina com tiroteio, algumas mentiras são tão absurdas que Smith parece ser praticamente imortal, acho que pra derrubar ele, só mermo cortando a cabeça com uma espada samurai. Ele é Tipo um Highlander saca? Morre nunca.
Mas o filme tem algumas cenas de ação bem legais, que podem fazer valer o seu tempo... e o aluguel.
Não sei se tem alguma ligação, mas a única explicação lógica que eu pude pensar para as cenouras é que são ricas em vitamina A, o que faz ser ótima para a visão. Por isso Smith é tão bom de mira. E não erra um tiro. Ou não tem nada haver... ah, foda-se!


Seguinte, uma coisa é certa... esse filme é tão mentiroso que chega a ser engraçado.
Acho que o James Bond e o detetive John Maclayne juntos não dão conta desse justiceiro Smith, em Mandando bala.
Vocês devem estar me perguntando: E qual o problema peregrino?
Sei lá. Tem gente que gosta . Pra alguns, quanto mais mentira, melhor o filme.
E cá pra nós, eu também adoro uma ação, uma mentirinha aqui outra acolá, mas poouurra, é o filme inteiro parceiro...


Alguém aí já viu alguém matar outro com uma cenoura crua? E fazer sexo enquanto manda bala nos inimigos? E que tal cortar o cordão umbilical de um recém nascido com um tiro...
Faça um favor pra você mesmo, nem pense em levar esse filme a sério, ele não faz nenhum ‘sentido com a realidade’. E detalhe, ele não tá na prateleira de ficção científica.
É pura matança de tempo [e dos capangas do inimigo do nosso herói Smith.]


quinta-feira, 10 de janeiro de 2008